terça-feira, 13 de outubro de 2009

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quinta-feira, 9 de outubro de 2008

ENTREVISTA QUE DEI AO PORTAL EDUCAR PARA CRESCER

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

"A PALAVRA MÁGICA" TRADUZIDA PARA O BRAILLE


BOAS NOVAS!
O meu livro A PALAVRA MÁGICA acabou de receber uma tradução mais que especial: para o Braille, a linguagem do cego, pela professora Vitória de Almeida.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

O que tempo que ruge



Bem oportuna o lembrete de Epicuro,
em dias de esquecimentos de que a vida flui fugazmente:
Dum vivimus vivamus,
Ou “enquanto vivemos, vivamos"!

Errare Humanum Est


Lembrei-me deste verso do poeta Virgílio: errare humanum este. Não carrego dúvidas que o erro origina valores. Por isso, extraímos todo o aprendizado necessário para as transposições evolutivas da nossa espécie. Condição de estágio probatório do qual até hoje devemos nos orgulhar, pois por isso somos o que somos. Experiências de provações que jamais as descartaremos, hoje ou amanhã. Éramos, ainda, Australopithecus, e já havíamos descoberto que conviver em grupos era imperativo para aquinhoarmos uma sobrevivência com alguma dignidade. Conseqüentemente, avalizar a existência das gerações vindouras. Proteger sua prole e seus parceiros daquela grande aventura humana, era também beneficiar todos os remanescentes com o legado material e humano que cada um deixava quando, enfim, morria. Dando ouvidos, novamente a Virgílio: “teus netos hão de colher os frutos.” Da colheita, alimentamo-nos com os frutos, e replantamos as sementes. Planejamento que fazemos não apenas a curto ou médio prazo (para nossos filhos), mas a longo limite (para a seara de nossos netos).

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Beijo Soporífico


Assassina, ó, mulher! Assassina!
Beija logo a minha boca,
com teus lábios de morfina!
Simão de Miranda

domingo, 23 de setembro de 2007

NASCEU!


Veio ao mundo na noite de 21 de setembro de 2007, de parto natural, meu filho mais novo: SEM POEMAS DE AMOR. Aviso: não fiz vasectomia. Convido-lhes a conhecê-lo.

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

TV Brasília

Simão de Miranda na TV
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quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Sobre o tempo...



Uma Correspondência de Rubem Alves
Prezado Simão:

O tempo passou. Envelheci. Mas não tenho queixas. A vida tem sido generosa. Tenho muitos amigos. Mesmo quando estamos distantes, sei que eles estão lá. Não existe nada mais precioso. As coisas mais bonitas – viagens, cenários, festas, música – são tristes sem os amigos.
Não tenho planos para coisas novas. Desejo apenas tranqüilidade para por em ordem e gozar as coisas que já tenho.
Estou tentando terminar um livro sobre educação. Um outro, sobre a estética do envelhecer, já está bem adiantado. Gostaria, também, de ter tempo para compartilhar as coisas que aprendi como terapeuta. E ainda vou escrever um livro de teologia alegre.
O que me causa ansiedade: as montanhas de cartas que não posso responder uma a uma. “Tempus Fugit”- sou limitado. Se for fazer o que me pedem eu não poderei fazer o que me peço. Espero que perdoem.
Obrigado pela amizade.
“Carpe Diem”! Goze o dia como se fosse um fruto maduro.
Vai o meu abraço.

Rubem Alves
.........................................
Uma resposta de Simão de Miranda

Meu caro Rubem Alves,

Não envelhecemos sozinhos e nem morremos de todo. Como nos ensina Horácio, “há de viver muita coisa de mim”.Tampouco fenecemos sozinhos. As amadas criaturas que ficam, quando partimos, não mais resgatam as dádivas que nos fizeram. Somos partículas do nietzscheano eterno retorno de todas as coisas, concebido como uma ampulheta que se desvira sempre que se escoa: “e então encontrarás cada dor e cada prazer e cada amigo e inimigo e cada esperança e cada erro e cada folha de grama e cada raio de sol outra vez, a inteira conexão de todas as coisas”.
Assim, me convenço de que o melhor grupo para conviver é o nosso próprio grupo, novelo, assim como ele é. Nele nos revelamos, vivemos e choramos. No impenetrável milagre da vida, definhamo-nos e geramo-nos, ciclicamente. Na biologia e na lógica. Células morrem, escoam pelo ralo na água do chuveiro, centenas de vidas novinhas já vieram render-lhes. Fazemo-nos sempre novo homem contínua e inestancavelmente. Renascermos melhores ou não, deve nos interessar.
Simão de Miranda

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Meus filhos mais novos!


A Palavra Mágica é uma história que fala de crenças e valores. Uma esperta menina chamada Júlia vai ao dicionário procurar o que ela acha que seja a palavra mágica, aquela que possa melhorar tudo o que achamos que precisa ser melhorado. Depois de uma longa procura, ela tem uma grande surpresa. Indicada para crianças a partir de 5 anos.

A Pipa no Limite do Fio é uma história que fala de limites. Nesta história um garoto soltando uma pipa aprende o quanto é importante sabermos até onde podemos ir, de modo seguro e feliz. É o que chamamos de limites. Indicada para crianças a partir de 5 anos.

O Besouro e a Tartaruga é uma história que fala de auto-estima. Indicada para crianças a partir de 5 anos, discute a importância de sermos nós mesmos, de gostarmos de ser do jeito que somos, tão diferentes uns dos outros e ao mesmo tão bonitos.
Estes três meus novos livros serão lançados no dia 09 de setembro, na Feira do Livro de Brasília (Pátio Brasil), na Oficina das Idéias.
Aguardo todos por lá!

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Um Poema para Júlia, nos seus três aninhos.



Filha amada, você veio como vem a gota do orvalho, serena.
A noite era de chuva, mas você me fez sereno,
como o sereno da manhã que repousa serenamente
sobre a grama.

Você veio com a fragilidade da chama de uma vela,
como canção de passarinho,
e me fez comovido como jamais me vi.

Meu anjinho, lhe dou meu afeto mais puro, meu afago mais vigoroso
e jamais ousarei lhe cobrar algo em troca.
Pois anjos nada nos devem.
Já nos premiam com a candura do olhar cristalino
como deve ser a verdade dos homens.
Já nos ensinam a doçura, como devem ser os homens.

Você me ensina todo dia a serenidade do sibilo do vento,
a leveza da brisa marinha,
cintilar da estrela matutina,
por isso não precisa de promessas para mim, nem para hoje nem para amanhã.

Júlia, minha filha amada, você me faz grande quando me abraça apertado,
você me faz gigante quando diz, parecendo orgulhar-se: “-Esse é o meu pai!”
E eu sempre lhe digo de volta, com orgulho transbordante; “- Essa é minha filha!”

Você me revigora todo dia como um banho morno que se toma,
me encanta todo dia como um menino crescido que contempla um arco-íris, quando você abre seu sorriso de ternura.

Obrigado, minha filha, pelo presente que você é.


Simão de Miranda, seu papai.

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

O que não pode matar-me, torna-me mais forte

Nietzsche traduz bem este turbilhão chamado vida. É preciso que se diga: vivemos sempre mordendo a isca. Vivemos sempre mordendo a língua. Nas teias dos significados somos moscas e somos aranhas. Redimensionamos conceitos cristalizados outrora formulados acerca dos outros e de situações vividas. Assistimos, impávidos, a areia escorrer por entre nossos próprios dedos de nossas mãos abertas, enquanto nos maldizemos de todo o tudo. Vão-se os anéis, também os dedos. Viramos as páginas do nosso livro-vida onde dormitarão amareladas nossas amarguras e desapontamentos. Razão, tinham os Beatles: “Let it be!” Mas não queremos fazer os papéis de gladiadores patéticos no centro da arena rodeados de gargalhadas e deboches. Marx, o Karl, no auge da sua lucidez vaticinava: “não é a história que usa o homem como meio de atingir seus fins. É o contrário!” Não vivemos. Não convivemos. Vamos sobrevivendo às contendas definidas nas antevésperas. Todavia, uma vontade contumaz: caminharmos atentos e de queixos firmes; olhos, gigantes faróis; braços que não devem fraquejar. N'algum lugar nasce o sol, n'algum lugar uma ave voa.

Simão de Miranda

terça-feira, 7 de agosto de 2007

COMO NASCEM E MORREM AS SEMPRE-VIVAS

I
Dedos entrelaçados em fragilidade pétala,
Eternidade pétrea no afago de ambos:
Está claro, o amor é raro.

II
O amor abnega uma tarde pouca.
Quer ser entrega, não escambo.
Está claro, o amor é caro.


Simão de Miranda

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

AMAR


AMAR
É
AMORTECER.
AMOR
TECER.

Simão de Miranda

sábado, 28 de julho de 2007

Vendavais

Já morri incontáveis vezes, por isso já não me assustam as voracidades de pequenos vendavais. Quantas vezes, entre mágoas e dores incontidas, conferiram meus dias, determinando meu ocaso... Já estive tão fundo no poço que nenhum mortal me convencia que o poço era raso. Para mim, na verdade, o poço sequer tinha fundo. Reergui-me, já, tantas vezes, por saber que não foi por acaso que nos foi doado o incalculável poder de estarmos sempre dispostos a recomeçar toda a história. Reerguendo-me foi que aprendi que ereta é nossa posição natural, qualquer coisa diferente disto é coisa, gente não. Quantos são os caminhos que precisamos percorrer até termos a certeza de que, outrora, estávamos certos? Todos os riscos nos cercam, todas as dores nos cercam, todas as águas. Mas é para isto que estamos aqui: para andarmos eretos.

Simão de Miranda

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Tempus Fugit

Há um besouro incomodando-me e não consigo elucidar seu mistério. Por isso a necessidade de compartir, mesmo a contragosto (meu e seu, sei) o ruído ruim que as asas dele provocam. Em um primeiro momento pensei ser um besouro dialético. Levou-me a concluir que vivemos (não apenas você e eu, mas toda a humanidade, sabemos) sempre entre duas opções: falar e silenciar. Muitas vezes silenciamos quando falamos; assim como, silenciando, falamos. Você, o que ouve quando me ouve, seja na fala, seja no silenciar? Não durou muito tempo, passei a considerá-lo um besouro aristotélico, posto que é da natureza dele o zumbizar e nada mais se pode elucubrar. Entretanto, ele fez habitar em mim um sentimento drummoniano com suspiros de angústia enchendo o espaço: tempus fugit! Foge o tempo irreparável! Nada pode deter o tempo, nem o deus Cronos. Quando achamos que avançamos, foi ele que passou por nós. Restou-me, pois, apenas uma clareza iniludível: tempo vivido. Portanto, o tempo passado? Coisa divina e ao mesmo tempo estarrecedora: somos finitos. O hoje não é como o ontem, e o amanhã é incerto. Tempo. Temporal. Ampulheta irreversível. Mas Amado (o Jorge), há muito já alertava que era preciso viver ardentemente.
Simão de Miranda

Mensagem na garrafa

A noite cobriu a cidade e nem o néctar da saliva dos seus lábios generosos... e lanço a ducentésima mensagem na garrafa. Perdoe-me por invadir assim, como herege, seu santuário. Certamente, não és estrela. És constelação inteira. E, assim, ofuscante, meu firmamento ficou pleno de vazio. Com medo, contei as voltas do tic-tac nervoso dos ponteiros das minhas horas que marcam a hora em anos luz a espera da aurora, à espera que me olhasses. O seu silêncio atravanca meu peito, sim. Como vês, estou desarmado. Palavras fluem como um caudal espinhoso de rosas que pecaram lá em maio. Sei que detrás do muro não sei o que há. Mas detrás de seu olhar, uma chama chama. O pó que fica do que queima, teima em não dissipar no vento. O relógio tic-tac e nada! No suspiro final do dia, prorrogo a esperança para terça. Contemplo em silêncio, o seu silêncio. Eis que chegou a noite e ela não durará mais que um lapso de um beijo roubado. Mesmo com o coração dilacerado em tiras, acenderei um sol só para você, enquanto contemplo a garrafa que volta à praia.
Simão de Miranda



MEUS OLHOS ENCONTRAM OS SEUS.


SEUS OLHOS SÃO AGULHAS,


FAGULHAS FERINDO OS MEUS.


SIMÃO DE MIRANDA, do livro O AMOR É UM MAR REVOLTO, Brasília, 1996.


quinta-feira, 19 de julho de 2007

Paixão(?!)



Olhar, apenas, não me satisfazia.
Roubei o beijo, fiz a cena.
Perdoe a pureza do poeta,
Perdoe a ousadia, deusa.
É que o poeta é fraco em demasia.


Simão de Miranda